10 março 2011
Carrossel dos pôneis mancos e calados
25 fevereiro 2011
21 fevereiro 2011
Balanços
10 janeiro 2011
Inquietude de uma noite nublada
29 dezembro 2010
Divulgação
Avisamos que a partir de hoje (29/12/2010) contaremos apenas com o nosso blog oficial e o twitter. Serão deletados nosso perfil no Orkut, MySpace e FormSpringMe.
Qualquer dúvida, sugestão e/ou reclamação,
Mande um e-mail para nós.
Att.,
Vampiros Anêmicos
23 dezembro 2010
Informação
Era domingo e saí para minha caminhada matinal (serei mais uma velha ranzinza e metódica. Espero chegar até lá) quando um homem pediu dinheiro para voltar ao seu interior. Mentira. Vejo nos olhos quando alguém mente. Respondi rudemente o homem. Ele saiu resmungando baixo, mas eu continuei minha caminhada, como se nada houvesse acontecido.
Em casa, liguei a televisão e coloquei em um programa fútil. Ás vezes é necessário ver futilidades; Nossa vida já é seria demais. Passado meia hora, a campainha tocou. Quem será que veio perturbar-me uma hora dessa? Quando abro a porta vejo o rosto de um velhinho aparentemente simpático.
- Por favor,...
- Não tenho esmola.
- Mas eu...
- O senhor não ouviu? Não tenho esmolas!
Quando ia fechar aporta, o velhinho falou tristemente:
- Só queria saber onde era a Igreja de São Francisco.
Envergonhada, olhei nos olhos do velhinho e apontei para uma igrejinha ao lado do mercado, duas casas após a minha. Ele agradeceu. Ainda envergonhada, entrei e sentei no sofá. Só queria saber onde era a igreja... Com a face corada voltei aos meus prosaicos pensamentos inabaláveis e inúteis...
08 dezembro 2010
Não há fim
Hoje, o blog Vampiros Anêmicos completa seu terceiro ano de existência. Neste 2010 que já começou dando tchau e correndo pra longe. Em um ano em que as postagens se esconderam em ocupações seculares, e não na ponta de nossos dedos calejados. Nossos poucos leitores devem ter estranhado a quebra de nossa tão famosa assiduidade (mentira, nunca a tivemos). Sempre me perguntavam: “E aí, o blog acabou? Faz tempo que não postam”. E minha resposta, em definitivo é esta: excluir este blog seria um suicídio. Apagar todas as memórias por trás de nossa prosa e poesia, nossas angústias em palavras ensopadas.
Passamos meses (quase um semestre) sem postar, trocamos de layout, a Raíssa já mudou de nome uma, duas, x vezes, e agora é uma entidade que sobrevoa os textos que não têm meu nome (buuu...). Mas, isso e muitos outros fatores são irrelevantes. Esse blog não é a nossa profissão, não é uma vitrine para vendas, não é um exemplo para professores de literatura sentirem orgulho. É a nossa taberna, onde dedicamos um tempo para nos embriagar um pouco de nós mesmos.
Esperamos que muitos anos venham. Se, por acaso, as mensagens de aniversário sumirem e décadas passem sem postagens, esse não será o fim. O nosso vômito permanecerá manchando este pequeno espaço do mundo virtual.
22 novembro 2010
Ladrão dos limões azedos
08 novembro 2010
Outono na Floresta
Passou vários meses assim. Apesar do outono, com o aroma doce das flores e dos ventos, ficou mais sério. Já não era mais simpático e não falava com os colegas do trabalho. Após dias começou a faltar no emprego e sua casa era seu mundo. Depois o quarto virou seu universo. Não falava nem com a família. Decidiram levá-lo ao médico. Forçaram-no a ir. “Seu filho está com uma grave disfunção no hipotálamo”. Depressão grave. “Mas ele era tão animado, sempre radiante de alegria...” Estresse. Piorou dia após dia, apesar do tratamento. Mal saía da cama nem para beber água. Os olhos vermelhos, taciturnos e a respiração ofegante.
Amanheceu e a esperança de que melhorasse vinha com o sol, mas a nuvem o cobria. Abriram a porta do quarto e o viu caído sobre o chão, inerte, com os comprimidos do tratamento em mãos. A cama estava desarrumada e as portas do armário onde os remédios eram guardados estavam abertas, o vento batia, fechando-a e abrindo-a, tocando uma melodia triste. Mesmo a floresta, sempre exuberante, cheia de folhas e alegrias, no outono perde-as... Algumas chegam até a morrer...
16 outubro 2010
Layout alterado
Att.,
Vampiros Anêmicos
