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02 abril 2009

Fumaça e temores

Ao apagar do último candelabro
Deu-se voz ao silêncio macabro
E eis que toda carne se fez espírito
Os lábios ressecaram-se
As mentes congestionaram-se
O campo físico perdeu-se
Entre fumaça e temores

Cegos raios de certeza
Eletrocutavam a consciência
Alheios botes se acalantavam
Gestos ocultos se mostravam
A culpa era notória
Dos homens desalmados
Ao redor da alma encorpada

O combustível pelo corpo escorreu
A identidade desfaleceu
Entre fumaça e temores

2 comentários:

feer disse...

Um realismo no psicodélico, digamos assim. Algo que apesar de cru, não no sentir de inacabado, pelo contrário, mas sim por ser um espelho onde o dono do reflexo não consegue enxergar-se por estar dominado por “cegos raios de certeza”.

Bom texto, o Aculturado gostou. rs. abraço!

Maya Wilde disse...

Gostei! Como tudo que tu escreve, André. ;*